IMG-20230415-WA0401 A juventude angolana não tem esperança e está desgastada com o Governo”, afirma SG do BD

“A juventude angolana não tem esperança e está desgastada com o Governo”, afirma SG do BD

A emigração em grande escala de jovens, assim como a falta de emprego, a os protestos contra fome e a favor da melhoria das condições sociais são sinais claros de que as políticas públicas no país são fracassadas e que existe falta de vontade política, segundo Muata Sebastião.

De acordo com o secretário geral do partido Bloco Democrático, que falava por ocasião das celebrações do 14 de Abril – Dia da Juventude Angolana – as políticas públicas de empregabilidade para jovens são submete a juventude para a condição de vida sem “futuro”.

“A juventude não tem esperança, porque tem se deparado com as políticas fracassadas do Governo. As políticas públicas gizadas não são para atender as preocupações da juventude, mas uma parte conotada ao partido no poder”, disse o político.

Os protestos contra as condições sociais da população têm sido protagonizados por jovens. Os mais recentes protestos aconteceram a 31 de Março e a 4 de Abril – dia da Paz e Reconciliação Nacional. Muata Sebastião refere que os protestos silenciosos sobre a fome e para reflectir o país representa o desgaste da juventude em relação as políticas do Governo e do seu partido.

“Hoje já se pode falar que vivemos um período de transição social para transição política. O nível de participação política da juventude é maior que no passado. Este movimento para alternância permitiu a transição da maioria social para uma maioria política e isto tem estado nas causas das várias formas de protesto. Sempre que há protesto a polícia está aí para reprimir e hoje os jovens perceberam que existem outras formas sofisticadas de fazer protestos como é o caso de paralisação: não ir trabalhar, ficar em casa, bater panelas…”, frisou.

“Não há vontade política para realização dos interesses e sonhos da juventude”, diz o secretário geral do Bloco Democrático, quando se referia ao crescente movimento de emigração de jovens angolanos.

“A juventude não tem esperança. Não se pode sonhar realizar-se como pessoa num país em que não há segurança jurídica, não há emprego, não saúde, não há educação de qualidade, ou seja, num país onde tudo é politizado. Não se pode esperar que as pessoas se realizem num contexto deste onde o acesso a tudo depende muito da compreensão que se tem sobre a orientação política ou ideológica”, rematou.

Notícias relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

LinkedIn
Share
WhatsApp