ANGOLA:Vitória para Sobrinho nos MediaANGOLA:Vitória para Sobrinho nos Media

O Tribunal da Comarca de Luanda deu provimento a uma providência cautelar
da Wyde Capital que se traduz na nomeação de nova gestão na empresa do Novo Jornal, indicada pelo
empresário ÁLVARO SOBRINHO (AS).Conforme documentação consultada, a decisão do tribunal (de 27.NOV.2023) já foi comunicada ao Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, indicando como novo administrador ANDRÉ FREIRE ARROJA dos REIS (AAR). A mesma nota indica que deixam de produzir efeitos decisões do anterior administrador, EMANUEL JORGE ALVES MADALENO (EAM).

No processo contra EAM, a Wyde Capital foi representada directamente por AS, ex-BES Angola e principal accionista do Banco Valor. A decisão do tribunal suspende “temporariamente”, até trânsito em julgado e decisão final, de funções EAM na administração da New Media e do Novo Jornal (NJ), alé de impedir o visado de atos contra a gestão das referidas sociedades e da Wyde Capital. Factos apurados pelo tribunal, conducentes à decisão:

AS é, através da Wyde Capital, o principal accionista da New Media, proprietária do NJ; Existe um “justo receio” de conduta de EAM lesiva para os interesses do accionista, ficando estabelecido que praticou “actos indiciariamente lesivos” para a sociedade; Administrador da New Media desde 2013, EAM transferiu “de forma pouco,efeitos da disputa judicial para a independência do NJ e condições de
trabalho dos seus jornalistas.
A fundação do NJ envolveu o grupo Espírito Santo, através da ESCOM, e algumas das principais figuras do regime de JOSÉ EDUARDO dos SANTOS: Gen. LEOPOLDINO do NASCIMENTO (“Dino”), Gen.HÉLDER
VIEIRA DIAS “KOPELIPA” e CARLOS FEIJÓ.Em 2010, uma empresa apresentada como Media Investments, supostamente ligada a “Kopelipa”, comprou, na totalidade, o Semanário Angolense e A Capital e tomou uma participação minoritária no capital do NJ, neste caso por cedência de parte da participação da ESCOM. As três publicações passavam por dificuldades. No conjunto, as aquisições terão atingido o valor de USD 15 milhões.
O Angolense era o mais prestigiado de todos os órgãos da chamada pequena imprensa privada angolana; era-lhe geralmente reconhecida uma linha editorial independente e bom nível
profissional.
A venda do NJ surgiu na esteira de planos da ESCOM de abandonar o sector entre outras razões por que a sua ligação ao mesmo lhe vinha acarretando embaraços. O jornal, de grande qualidade, era dirigido por dois dos mais qualificados profissionais angolanos, VICTOR SILVA e GUSTAVO COSTA.
“Kopelipa” é apontado como principal accionista da Media Nova – um grupo que controlava a TV Zimbo, O País, Rádio Mais e uma gráfica, Damer, (AM 444),nítida” para outras sociedades activos
da New Media/Novo Jornal;Na providência cautelar, e até decisão judicial final, AS exigia em tribunal que AEM fosse suspenso do cargo de administrador, afastado das sedes da New Media e NJ eimpedido de criar obstáculos à gestão da empresa pelo legítimo accionista.
A Wyde Capital detém 70% do capital da New Media, antes detidos pela ESCOM. A New Media sofreu uma quebra de volume de negócios e problemas de tesouraria que punham em causa a sua viabilidade, ultrapassados com uma reestruturação financeira realizada por AS, que envolveu injecção de liquidez e reestruturação de créditos. Os créditos usados foram reembolsados à sociedade
Ocean Private, pertencente a AS. AEM é acusado de, após ter assumido os cargos na New Media e NJ, ter deixado de dar seguimento às decisões dos accionistas. Na ficha técnica do jornal passou a constar como titular uma empresa, Tolerância, cuja estrutura accionista não inclui AEM directamente,
mas que AS considera estar ligada ao gestor, seu irmão. AEM terá passado a recusar também prestar contas e apresentar os títulos representativos do capital social das empresas.
A decisão judicial já foi comunicada também ao EX-diretor do NJ, ARMINDO LAUREANO. Na nota, é referido que a direcção será interinamente assumida pelo novo administrador, AAR.
O Sindicato dos Jornalistas emitiu a 26.DEZ uma nota exprimindo preocupação em relação aos potenciais,mas que mantinha uma gestão desequilibrada.
Em 2020, a Procuradoria-Geral da República (PGR) entregou as empresas de comunicação social privadas do grupo Media Nova ao Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social. A entrega foi feita após intervenção do Serviço Nacional de Recuperação de
Ativos, por alegadamente terem sido constituídas com o apoio e reforço institucional do Estado.
Em AGO.2023, o Governo anunciou a intenção de avançar com os processos de privatização dos grupos de comunicação social Media Nova e Media Rumo (também nacionalizado pela mesma via e detentor do jornal Mercado, do jornal Vanguarda e da revista Rumo), através do coordenador
adjunto da comissão multissetorial do Programa de Privatizações (Propriv), mas não registaram avanços desde então

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Fonte:Agazeta24horas

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