Fraca participação na ‘destituição de João Lourenço o Presidente da República de Angola’Fraca participação na ‘destituição de João Lourenço o Presidente da República de Angola’

Contrariamente ao repto lançado pela UNITA, sobre a participação em massa da população na cerimónia de ‘destituição do Presidente da Republica’, não correspondeu às expectativas, houve um autêntico fracasso, tirando a presença dos próprios deputados do partido do ‘ Galo negro’

O grupo parlamentar da UNITA avançou para as subscrições do documento que vai dar entrada ao Parlamento para alegada ‘destituição do Presidente da República’. O processo recebeu 86 assinaturas dos 90 deputados que formam a bancada.
De acordo com a Constituição da República, para despoletar um processo de destituição do Presidente da República é necessário um terço dos deputados, que, para a realidade do Parlamento Angolano, eram necessárias assinaturas de 73 deputados.
E na quarta-feira, 16 de Agosto, o maior partido na oposição procedeu à cerimónia formal de subscrições do dossier. Não há, para já, informações de que deputados de outras bancadas tenham subscrito o documento.
Na ocasião, o líder do grupo parlamentar da UNITA, Liberty Chyaka, disse que o passo é muito importante para que dentro de dias o processo possa dar entrada à Assembleia
Nacional.
Chyaka mostrou-se optimista nos votos favoráveis de todos os Deputados à Assembleia Nacional, independentemente da sua bancada parlamentar.

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Fraca participação na ‘destituição de João Lourenço o Presidente da República de Angola’

O político esclareceu também que o processo proposto pela sua bancada não abre conflito entre o Presidente da República e os deputados do seu partido.
O evento contou com a presença do presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, que, na oportunidade considerou estarem criadas as condições para que o processo possa avançar. Júnior disse que a destituição do Presidente da República é um procesIsmael Nascimento so que já conquistou o essencial para ser despoletado. “Já conquistamos o mínimo de consenso de corações e até de vontades e argumentos para levar adiante esta demanda de destituição do Presidente da República”, disse.
Adalberto Costa Júnior assegurou que os Angolanos estão à volta deste processo e
acompanham com bastante atenção.
O político falou também de alegadas violações sistemáticas da Constituição da República por parte do Presidente da República, como argumento que está na base da proposta da sua destituição.
A seguir ao momento de subscrições do processo, a UNITA vai apresentar, nos próximos dias, o requerimento ao Parlamento e os outros passos seguirão até o desfecho do dossier.
Entretanto, analistas políticos independentes dizem que a iniciativa da UNITA, está consagrada na Constituição, mas não passa de uma ‘operação de charme’, realçando que “há muitos outros problemas por resolver do que pensar na destituição de um presidente reformista, cujos resultados estão aí à vista”.
Está é a opinião de Alberto Sebastião, especialista em Relações Internacionais, que adianta que a UNITA não vai alcançar os objectivos que pretende, em função da coesão interna que o partido vive, tendo recordando a marcha realizada recentemente pelo MPLA, em todo o país, em torno do seu líder,
que também é o Presidente da República.

Por:Ismael Nascimento in Jornal Pungo a Ndongo

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