Ministro da Cultura dança música brasileiraMinistro da Cultura dança música brasileira

A crise de liderança da Igreja Universal do Reino de Deus remonta há quatro anos e os passos que
vem sendo dados pela IURD-Angola para a reunificação das duas partes em conflito estão a ser impedidos por algumas entidades, entre governantes e políticos.

Depois do fracassado acordo de Conciliação, feito pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Marcy Lopes, em que se previa entregar a liderança da IURD ao bispo Alberto Segunda, sem a inclusão da direcção da IURD-Angola, liderado pelo bispo Valente Luis, os apoiantes da ala brasileira continuam a trabalhar para estender o tapete vermelho ao representante do prelado Edir Macedo em Angola.
De entre os que prestam o apoio incondicional para a legalização da ala brasileira, em detrimento da direcção da IURD-Angola, destaca-se o ministro da Cultura e Turismo, Filipe Zau, e alguns membros do Comité Provincial
do MPLA de Luanda, alguns dos quais testemunharam uma assembleia geral, realizada hoje em que se previa a escolha de uma nova direcção.
Além do ministro da Cultura, o presidente do Conselho Nacional da Juventude(CNJ), Isaías Kalunga, deputado Bento Bento, o presidente da MOVANGOLA, António Sawanga, o reverendo Antunes Huambo, todos membros do Comitê Central do MPLA, na capital do País, são, entre outros, que pretendem que
os brasileiros voltem a liderar a IURD em Angola, revelam as nossas fontes. Acrescentam que, para a realização da suposta assembleia geral, Isaías Kalunga foi quem disponibilizou o pessoal para fiscalizar o acto, já denunciado pela IURD-Angola, como ilegal, conforme um comunicado enviado à
nossa Redacção, em cuja cópia pode se aferir os argumentos levantados pelo bispo Capinha Salvador Paulo Domingos.
“A Igreja Universal do Reino de Deus em Angola não convocou nenhuma assembleia-geral e não vincula

à dita assembleia-geral convocada por um dos bispos ligados a Alberto Segunda, em falsa qualidade para ludibriar os fiéis e a sociedade, sem que para tal tenha sido mandatado pela direcção da igreja’’, alerta. Acrescenta que a direcção da IURD-Angola ‘’compromete-se dentro do espirito de unidade e unificação aos irmãos que ainda continuam fiéis à liderança brasileira de Edir Macedo, e, seguindo na integra as orientações
dos órgãos da administração do Estado angolano, que tudo fazem para que a igreja continue uma e indivisível, e continuar a fazer esforços para que este objectivo se alcance’’, disse. Reafirma que a ‘’ IURD-Angola mantém-se fiel aos princípios que levaram o movimento de reforma da Igreja Universal do Reino de Deus, que consiste em pôr fim à vasectomia, fogueiras santas e à evasão de capitais para o Brasil. Mantêm-se fiéis a uma igreja exclusivamente angolana, que se submeta às leis e respeite a
cultura nacional’’. Fontes da própria ala brasileira dizem que a realização da assembleia geral de hoje, visa
dar um passo e suporte para legalizar o bispo Alberto Segunda como o representante
da IURD em Angola para conferir-lhe o direito de gerir o dinheiro e o patrimônio da igreja, adquirido ao longo de mais de 30 anos da presença da IURD em Angola.

Por.Domingos Cazuza

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