Moçambique: Iniciada greve no Conselho Municipal da Cidade de Maputo por melhores condições salariaisMoçambique: Iniciada greve no Conselho Municipal da Cidade de Maputo por melhores condições salariais

Os funcionários de diversos Sectores do Conselho Municipal da Cidade de Maputo(CMCM) retomaram hoje a manifestação iniciada no dia 19 de junho, para exigirem a conformidade dos seus salários com o aprovado na Tabela Salarial Única (TSU) ou a melhoria das condições salariais.

A paralisação das atividades colheu de surpresa direcção da edilidade que, mais tarde, fez circular a informação de penalizações, incluindo demissão dos funcionários com cargos de chefia, facto que fez com que alguns manifestantes retomassem o trabalho hoje.

“Estamos a continuar e vamos continuar com as manifestações e estamos a receber ameaças nas nossas direcções para não aderirmos a greve,  enquanto na verdade não estamos a fazer greve mas sim estamos a exigir nossos direitos de igualdade no salário. Os nossos superiores acabam intimidando e colocando falta aos seus subordinados para coagi-los a não aderir a esta manifestação, a nossa reivindicação é para responder as nossas inquietações”, disseram os manifestantes.

“Quando constatámos que alguns funcionários não estavam nos locais de serviço mandamos o recado aos seus gestores para que procedessem conforme está estabelecido nas regras. Temos de tomar as medidas administrativas. Aparentemente esta mensagem foi posta a circular e aqueles que perceberam que estavam a recorrer pelo caminho errado retornaram aos seus postos de trabalho”, disse Silva Magaia, vereador de Ordenamento Territorial, Ambiente e Urbanização do CMCM.

“Pagamos salários às pessoas, podem ser fracos, mas é dinheiro do erário, sai das nossas contribuições e temos que prestar contas. Portanto, estamos a registar faltas, desde segunda-feira e vamos tomar as respectivas medidas. Aqueles que aceitaram e fizeram um juramento perante o presidente, estou a falar de directores, chefes de departamentos e chefes de repartições, serão afastados, obviamente”, disse Silva Magaia, na qualidade de porta-voz da edilidade.

Aurélio Sambo – Correspondente

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