O Ministério da Justiça trancou os documentos de Luis Bezerra porque ele não deu milhões a Marcy Lopes, o ministro corruptoO Ministério da Justiça trancou os documentos de Luis Bezerra porque ele não deu milhões a Marcy Lopes, o ministro corrupto
image-22 O Ministério da Justiça trancou os documentos de Luis Bezerra porque ele não deu milhões a Marcy Lopes, o ministro corrupto

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos,Marcy Lopes, proibiu que a secretária-geral daquela instituição a recepção de correspondência proveniente da Igreja Universal do Reino de Deus,(IURD-Angola), da direcção do bispo Valente Luís Bizerra, soube este jornal de fonte segura

A informação vazada a por uma alta entidade ligada ao Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, confidenciou haver ordens do titular do pelouro para evitar a recepção de documentos que venham da IURD-Angola.
“Recebemos ordem do senhor ministro, Marcy Lopes, para que a secretaria-geral não receba
qualquer documento proveniente da parte angolana que se rebelou contra a liderança do bispo Edir Macedo”, notou.
Contudo, tal orientação, disse, “não foi baixada por escrito, mas sim de forma verbal. E o chefe da secretaria-geral retransmitiu essa informação a todos os funcionários ligados a essa área. Na orientação verbal, ficou expressa que toda a correspondência proveniente de Alberto Segunda pode ser recebida e dar-lhe um tratamento acelerado”.

Mas ainda assim, esse mesmo contacto reconhece que a orientação do ministro está fora dos marcos legais.
“Essa orientação é ilegal e anticonstitucional,porque todos gozam dos direitos, das liberdades e das garantias constitucionalmente consagradas, e estamos sujeitos aos deveres estabelecidos na Carta Magna e na lei.

A IURD Angola têm o direito de apresentar, individualmente ou colectivamente, aos órgãos desoberania ou quaisquer autoridade, petições,
denúncias, reclamações ou queixas, para a defesa dos seus direitos, da Constituição, das leis ou do interesse geral, bem como o direito de ser informado em prazo razoável sobre o resultado da respectiva apreciação”. Violação de princípios
Entende ainda que o ministro ao tomar essa decisão inédita e unilateral viola vários princípios da lei e também da administração pública, indicando que “o governante ao pretender tirar partido viola as normas da função pública em que não deve ter algum interesse pessoal,quando se está comprometido numa causa,ou seja, deve ser independente”.
Entretanto, membros da IURD- Angola que preferiram escudar-se no anonimato, confirmaram a informação, dizendo contudo que estão proibidos de dirigir qualquer petição ao ministro da Justiça e dos Direitos Humanos.
“Achamos que nenhum outro órgão do Estado chegou a fazer tal prática. Um ministério como o da Justiça a cometer injustiça numa instituição religiosa isso é muito grave. Nunca
aconteceu em Angola. O mais engraçado é que o ministro é jurista e não pode cometer esse tipo de falhas”, alertou, esclarecendo ainda que “o Estado angolano é laico, por haver separação de poderes entre o Executivo e as igrejas”.
O Estado reconhece e respeita as diferentes confissões religiosas, as quais são livres na sua organização e no exercício das suas actividades, desde que as mesmas se conformem com a Constituição, como é o nosso caso.
Estamos reconhecidos pelo Estado.

Os que cometeram crimes são proibidos de falar em nome da IURD- Angola.

Mas como existem outros interesses, por isso é que têm acesso livre em algumas instituições públicas”, referiram as nossas fontes.
Até ao fecho desta edição, todos os esforços foram envidados por esta redação para ouvir a versão do responsável do responsável do gabinete de imprensa e comunicação social do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos,mas não tivemos êxito. O telefone chamava e não atendeu às nossas insistentes chamadas.

Por:Domingos Cazuza

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