Os ministros corruptos Marcy Lopes e Filipe Zau estão em guerraOs ministros corruptos Marcy Lopes e Filipe Zau estão em guerra

Os ministros corruptos Marcy Lopes e Filipe Zau estão ‘em guerra’ por causa da diferenças no valor que cada um receberia, caso reconhecem Alberto Segunda como lider da IURD de Edir Macedo

Marcy Lopes e Filipe Zau estão em ‘guerra’ por causa da atribuição de Certidão de Idoneidade, documento que atesta o reconhecimento de uma determinada igreja e do seu líder, por causa da
disparidade do valor que cada iria receber, caso os seus pelouros legalizem a IURD (ala brasileira)

Quando às 20 horas do dia 31 de Agosto do ano em curso, o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Marcy Lopes, convocou no seu gabinete os bispos Alberto Segunda e Valente Luís, para assinarem um ‘Acordo de Conciliação’ da (IURD), para pôr termo a crise de liderança desta congregação religiosa, a ala
brasileira esfregava as mãos de contente, convencida que tinha ganho a batalha.

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Volvidos dois meses e 18 dias, o impasse continua, depois de o próprio ministro ter anulado o ‘polémico’ Acordo de Conciliação, e a frustração tomou conta dos fiéis da ala brasileira, que vão correndo atrás
do prejuízo em vários corredores de outros departamentos ministeriais, cujos titulares são membros desta igreja (ala brasileira) e ao mesmo tempo membros do Comité Provincial do MPLA de Luanda, na
tentativa de usarem das suas influências junto dos órgãos competentes.
O ‘Acordo de Conciliação’, de iniciativa pessoal do ministro Marcy Lopes, foi duramente criticado por algum clero angolano, por ter imposto a ala angolana a aceitar uma decisão unilateral do governante, em que não figurava a integração dos seus membros na ala brasileira, cuja atitude foi interpretada pela ala angolana como exclusão.
Inconformada, a parte angolana, numa carta dirigida ao ministro da Justiça, e assinada pelo seu bispo Valente Luís, datada de 3 de Setembro, rejeitava a ‘aprovação do artigo 3º( direcção da igreja) por contradizer a resolução aprovada em assembleia geral, que recomendava a reconciliação da igreja.
Funcionar na ilegalidade
Mesmo sem reconhecimento, a ala brasileira em Angola, liderada pelo bispo Alberto Segunda, tem-se assumido como sendo a direcção legal, ‘apadrinhado’ por influentes membros do Comité Provincial de Luanda do MPLA, desde que se instalou a crise de liderança na Igreja Universal do Reino de Deus em Angola.
Numa altura em que o assunto se arrasta há mais de quatro anos, os ministros da Justiça e dos Direitos Humanos, e da Cultura, segundo fontes familiarizadas com o assunto, são citados como os principais
obstáculos para a reunificação ou para o fim da crise da Igreja Universal do Reino
de Deus em Angola, por divergências dos mandantes que cada deverá receber, caso a direcção do bispo Alberto Segunda seja legalizada.
De acordo com as fontes, ambos interferem em assuntos que nada têm a ver com a esfera de cada um, o que tem dificultado o andamento do processo, privando os fiéis de participar nos seus locais de adoração, tanto os seguidores do bispo Valente Luís, como os de Alberto
Segunda.
As fontes dizem que o bispo Edir Macedo terá garantido avultadas somas em dólares aos dois governantes, como publicamos numa das nossas edições anteriores, caso consigam restituir a liderança da IURD ao seu representante em Angola, Alberto Segunda, que é membro do MPLA. Milhões em jogo
De um montante de 100 milhões de dólares domiciliados em dois bancos comerciais, ou seja, Banco de Fomento Angola (BFA) e Millennium Atlântico, em Angola, o bispo Edir Macedo terá orientado que caso a liderança volte a seu favor em Angola, os dois governantes seriam contemplados com 25 e 22 milhões de dólares, respectivamente.
Entretanto, a quantia não terá agradado ao segundo, que, de acordo com as fontes do Pungo a Ndongo, queria que a fasquia fosse mais alta, daí a contradição entre os dois governantes em ceder a licença, já que o reconhecimento depende dos dois ministérios (Justiça e Direitos Humanos) e Cultura.
Aliás, fazendo fé nas declarações de várias fontes da ala do bispo Segunda, tendo
em conta a quantia prometida por Edir Macedo, quatro responsáveis do Comité Provincial de Luanda do MPLA estão também envolvidos em ‘negociatas’ com a turma de Alberto Segunda para ajudar a legalização da IURD-ala brasileira, junto das autoridades.

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De entre os quatro, cujos nomes as fontes evitaram citar, por temerem eventuais
represálias, a antiga 2ª secretária provincial do MPLA, Anabela Dinis, que é crente
desta congregação, e a mais nova ‘aquisição’, que se junta aos demais que defendem a liderança brasileira em detrimento da angolana. Luta de governantes Marcy Lopes e Filipe Zau, segundo fontes
deste jornal, estão de costas viradas quanto a atribuição da Certidão de Idoneidade, documento que atribui competência ou reconhecimento de uma determinada
igreja, sendo que o primeiro defende ser competência do pelouro que dirige emitir tal documento, ao passo que o segundo chama a si a responsabilidade de o fazer, por intermédio do Instituto Nacional
para os Assuntos Religiosos (INAR).
Tendo em conta o impasse que se regista, admite-se que muita água ainda vai passar de baixo da ponte, para dirimir este caso meramente eclesiástico, mas que está a se resvalar para fórum político, cujas
figuras alegadamente envolvidas são Pessoas Politicamente Expostas (PPE).

Fonte:Jornal Pungo a Ndongo

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